Caso de Canibalismo na Penitenciária de Pedrinhas ocorreu em dezembro de 2013 Caso de Canibalismo na Penitenciária de Pedrinhas ocorreu em dezembro de 2013 Foto: Flora Dolores/O Estado

Acusados de canibalismo em Pedrinhas vão a júri popular no Maranhão

Publicado em Destaque Fevereiro 08 2018 tamanho da fonte diminuir o tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte
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Dois acusados de participarem do caso de canibalismo na Penitenciária de Pedrinhas irão a júri popular. O caso aconteceu em dezembro de 2013, em uma das celas do Complexo. Geovane Sousa Palhano e Enilson Vando Matos Pereira são acusados de participação no crime contra o detento Edson Carlos Mesquita da Silva.

Acusado de ser o mandante do crime, Rones Lopes da Silva também já foi pronunciado para ser submetido ao Tribunal do Júri. As decisões que determinam o julgamento dos acusados perante o Júri Popular são do juiz titular da 4ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís, José Ribamar Goulart Heluy Júnior, que manteve a prisão dos réus e negou-lhes o direito de aguardarem o julgamento em liberdade.

Eles foram denunciados pelos crimes de homicídio qualificado, esquartejamento, canibalismo e destruição de cadáver. Conforme consta na denúncia do Ministério Público, o crime teria sido motivado por rivalidade entre facções criminosas dentro do presídio.

Geovane Palhano também a duas ações penais na Comarca de Bacabal-MA e Enilson Vando a um processo na 4ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís. Já Rones Lopes da Silva responde a duas ações na 4ª e na 3ª Varas do Tribunal do Júri da capital. Na decisão de pronúncia, o magistrado afirma que “resta claro a necessidade de segregação cautelar desses acusados, pois é notável que os mesmos dedicam-se a atividades criminosas”.

O caso

De acordo com a denúncia do Ministério Público, no dia 23 de dezembro de 2013, por volta das 17h, na cela 01 do bloco “C” do presídio São Luís II, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, os denunciados e outro detento (já falecido) mataram Edson Carlos Mesquita da Silva.

Após o crime, eles esquartejaram, vilipendiaram seus restos mortais (canibalismo) e destruíram o cadáver, conforme apontado na certidão de óbito, laudos de exame cadavérico e exame no local. Os restos mortais foram encontrados dentro de sacos de lixo e só foram identificados devido a uma tatuagem que a vítima tinha nas costas.

Uma das testemunhas declarou em juízo que todos os acusados são integrantes de uma facção criminosa da qual a vítima não era membro. Edson Carlos Mesquita teria sido assassinado com uma faca artesanal e os denunciados teriam retalhado o corpo; assado e comido o fígado da vítima, oferecendo ainda aos demais detentos.

Fonte: G1MA

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